Londrina
A Polícia Federal de Londrina indiciou em inquérito Antônio Takaoka por falsificar documentos para fazer passaportes. Segundo a PF, o acusado é apenas ‘‘a ponta de um iceberg’’. Com Takaoka, a polícia encontrou carimbos de diversos cartórios de registro civil da região. ‘‘Esses carimbos serviam para falsificar registros de nascimentos. Com os registros falsificados, as pessoas tiravam carteiras de identidade e na sequência outros documentos’’, afirmou o delegado José Alberto de Freitas Iegas, que comanda as investigações. Ele disse que normalmente as pessoas vão depois tirar RG no Instituto de Identificação de São Paulo, o que dificultaria possíveis investigações caso houvesse desconfiança sobre a origem dos documentos.
O delegado disse que somente nos últimos 15 dias foram apreendidos seis passaportes, tirados com documentação falsa. Todos eram passaportes de pessoas que queriam ir para o Japão. ‘‘Acreditamos que existem mais de duas quadrilhas locais especializadas em falsificar documentos. Já temos evidências de que os quadrilheiros atuem principalmente em Londrina, Astorga, Assaí e Porecatu. Recebemos inúmeras denúncias. Inclusive de que cobram R$ 6 mil pelas falsificações.’’ Iegas disse que os quadrilheiros mentem dizendo que conseguem o visto de entrada para aquele o Japão. Na verdade, isso somente pode ser feito pelo serviço diplomático japonês em Brasília ou São Paulo.
Muitas pessoas também foram à Polícia Federal denunciar que pagaram os R$ 6 mil e depois não receberam os ‘‘documentos’’ para os passaportes. Nesses casos específicos, existem também empresas de turismo envolvidas com os quadrilheiros. Iegas disse: ‘‘Por enquanto, não podemos revelar o nome dessas empresas’’. Todos os trabalhos da Polícia Federal estão sendo feitos em parceria com o Consulado do Japonês em São Paulo.

mockup