PF incinera 600 kg de drogas
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quinta-feira, 04 de novembro de 2004
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
Mais de 600 quilos de entorpecentes foram incinerados ontem pela Polícia Federal (PF) de Londrina, em caldeiras de uma fábrica de cerâmica na Zona Sul da cidade. O volume é resultado de cerca de 50 apreensões realizadas entre 2002 e 2004 e a polícia esperava por autorização da Justiça para a incineração há pelo menos dois anos. No depósito da PF ainda restam cerca de 500 quilos de drogas, que devem ser destruídos assim que os inquéritos relativos a cada apreensão forem concluídos.
Segundo o delegado-chefe da PF, Sandro Viana dos Santos, do total incinerado, 530 quilos eram maconha. ''O restante era cocaína'', completou. Alguns dos volumes, apreendidos pela polícia em operações realizadas desde 2002, estavam no depósito da PF há cerca de dois anos. ''Precisamos esperar pela conclusão dos inquéritos para destruir a droga'', explicou o delegado.
Toda a operação de queima da droga contou com um forte esquema de segurança, do qual participaram cerca de 15 homens fortemente armados. A data foi escolhida pelo delegado por ser o mês de comemoração ao aniversário da corporação. A última incineração realizada pela PF aconteceu em novembro do ano passado, quando 930 quilos de entorpecentes foram destruídos.
Somente neste ano, a PF de Londrina prendeu 12 pessoas por tráfico de drogas, totalizando mais de 500 kg em apreensões. Na última grande operação, realizada no mês passado, Everton Liberalino, 25 anos, foi preso na praça de Pedágio de Rolândia (25 km a oeste de Londrina) com 72 kg de maconha. E em setembro a polícia prendeu Valtir de Almeida, 41 anos, suspeito de ser o maior traficante da região. No esquema, que envolvia mais três pessoas, a droga era trazida de Guaíra (158 km ao Norte de Cascavel) e revendida para pequenos traficantes. Almeida, segundo da PF, utilizava-se de um serviço de telefonia como fachada para a distribuição.
Na carceragem da PF em Londrina, 15 pessoas estão presas, sete a mais do que a capacidade da cadeia.


