PF ficará na Quintino
por mais três meses
Paulo Ubiratan
A Polícia Federal (PF) de Londrina deverá permanecer no prédio da Rua Quintino Bocaiuva, 1.040 (área central), por mais 90 dias, segundo o chefe da divisão do órgão na Cidade, delegado Roberto Morel.
A sede - localizada na esquina com a Rua Natal - está instalada em um prédio pertencente à família Piaie, que por intermédio de uma ação de despejo assinada pelo juiz da 2ª Vara Federal em Londrina, Gilson Luis Inácio, obrigava a PF a desocupar o local até o último dia 1º de maio. O despejo foi suspenso pelo juiz relator do Tribunal Federal Regional da 4ª Região de Porto Alegre (RS), Jardim de Camargo, que acatou o pedido do procurador da Fazenda Nacional no Paraná, Arnaldo Sampaio de Moraes Godoi.
‘‘O prédio foi tomado por dívida de impostos federais. O edifício deverá ser avaliado novamente e os trabalhos de avaliação vão demorar no mínimo três meses. Assim teremos tempo de nos mudar com calma para a nova sede, um prédio bem maior, alugado pelo Banestado por 18 meses’’, afirma Morel.
O prédio para onde vai a PF está situado na Rua Demóstenes, 30, na esquina com a Rua Tietê, na Vila Nova, centro de Londrina. Segundo o delegado, a locação da nova sede custará R$ 2 mil por mês. No local, com 1.400 metros quadrados de área útil, funcionava o setor de compensação de cheques do Banestado.
Morel diz que, com a ampliação do prazo para a mudança, há até a possibilidade da PF comprar a nova sede. ‘‘Temos o apoio da vice-governadora Emília Belinati e do próprio presidente do banco, Manoel Garcia Cid. As conversações já estão bem adiantadas.’ Segundo o delegado, a compra será feita junto ao Banco Central numa operação de compensação de crédito com o Banestado, complementada com uma cota em dinheiro que será paga pela PF.
O delegado enfatiza que o prefeito Antonio Belinati se comprometeu en realizar todas a reformas na nova sede e fazer a mudança. Os trabalhos para as reformas deverão começar ainda esta semana: serão construídas celas e colocadas as divisórias para os diversos setores operacionais da Polícia Federal em Londrina. Atualmente a PF está funcionando em situação precária em virtude dos proprietários já terem tomado conta de 60% do prédio.

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