Maringá A Polícia Federal fechou ontem três depósitos e uma fábrica de caça-níques em Maringá e na cidade vizinha de Sarandi. Os quatro pontos foram localizados pela polícia depois do sumiço das máquinas, no início de novembro, dos bares onde funcionavam nas duas cidades. O desaparecimento ocorreu após o ''vazamento'' de uma operação para apreensão determinada pela Secretaria Estadual de Segurança Pública. As investigações para localizar os equipamentos foram feitas a pedido do Ministério Público Federal.
Os agentes federais apreenderam mais de 500 máquinas, 150 placas utilizadas como ''cérebro'' do jogo eletrônico e mais de duas toneladas de fichas. Até o final de setembro, as máquinas funcionavam por meio de liminares concedidas pela Justiça Estadual. Os juízes utilizavam como um dos argumentos, nas decisões para liberação dos caça-níques, o fato de que o Estado também pratica jogos de azar por meio dos mais variados tipos de loterias.
Segundo o delegado responsável pela operação, Beno Loewenstein, existem suspeitas de que os caça-níqueis eram mantidos e produzidos em Maringá para distribuição em estados como Mato Grosso, Santa Catarina e Rondônia. Um dos pontos funcionava também como oficina de reparos das máquinas. Os equipamentos apreendidos foram levados para perícia em um depósito do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC). A polícia pretende comprovar que os circuitos utilizados na composição das máquinas são importados, para depois indiciar os responsáveis no crime de contrabando.

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