Curitiba
A Polícia Federal de Londrina proibiu o funcionamento da empresa Lopes Serviços de Vigilância, que estaria operando clandestinamente na região de Paranavaí, oferecendo a fazendeiros segurança contra invasões de sem-terra. Segundo o delegado da PF em Londrina, José Alberto Iegas, o dono da empresa, Ivo Lopes, se comprometeu a não trabalhar mais na região até que consiga reunir os documentos necessários para abrir legalmente a empresa.
De acordo com Iegas, a partir da semana que vem a PF irá patrulhar a região para tentar verificar se realmente a Lopes Serviços de Vigilância interrompeu a oferta de serviços. ‘‘Se ainda estiveram trabalhando, será aberto inquérito contra o senhor Ivo Lopes. Se ele quiser realmente legalizar a empresa, não poderá atuar por pelo menos 90 dias, prazo mínimo para acertar a documentação’’, frisou.
A denúncia da clandestinidade da empresa partiu de João Soares, presidente da Fetravispp, que representa todos os sindicatos de trabalhadores em empresas de vigilância do Paraná. Ele afirma que Ivo Lopes veio de São Paulo para ganhar dinheiro aproveitando os conflitos agrários no Paraná. ‘‘A empresa dele não existe legalmente, está usando pessoas totalmente despreparadas e com armamento contrabandeado do Paraguai. Com isso, coloca em risco a vida dos próprios fazendeiros que os contratam e também dos sem-terra’’, afirmou.
João Soares diz que geralmente as empresas de segurança do Paraná não prestam esse tipo de serviço. ‘‘Somos contra esse tipo de formação de milícias no campo. Por isso, os fazendeiros têm que se informarem bem quando forem contratar seguranças para as suas áreas’’.
A Folha tentou contato com Ivo Lopes, mas ele não foi localizado. Segundo o delgado da PF, José Alberto Iegas, Lopes ficou de retornar ainda essa semana na Polícia Federal para, junto com um advogdo e um contador, se inteirar exatamente sobre a documentação exigida para abrir legalmente a empresa.

mockup