PF fecha 53 empresas de segurança no Paraná
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sexta-feira, 20 de junho de 2008
Diego Ribeiro<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Nove empresas de segurança privadas que funcionavam irregularmente em Londrina tiveram suas atividades encerradas pela Polícia Federal (PF), durante a Operação Varredura, deflagrada na segunda-feira em todo Paraná. Na Capital, 29 empresas receberam autos de encerramento de atividades e três em Paranaguá (Litoral do Estado). Os nomes das empresas não foram divulgados.
Em todo Paraná, a PF realizou 53 encerramentos de empresas e 96 notificações, advertências que ainda possibilitam a regularização dos estabelecimentos. Foram apreendidos armas, coldres, munição, algemas, cassetetes, entre outros equipamentos usados pelas empresas de segurança privada.
Segundo o delegado Adelar Anderle, coordenador-geral da Delegacia de Controle de Segurança Privada, em Brasília, o Paraná foi o primeiro Estado da região Sul e o sétimo do país a receber a Operação Varredura, que tem o objetivo de reprimir o trabalho clandestino de empresas de segurança privada. ''A PF quer trazer estas empresas informais para a legalidade. Estamos trazendo uma resposta positiva sobre isso'', afirmou Anderle.
A ação foi a consequência de um levantamento feito pela Delegacia de Segurança Privada, no Paraná, órgão ligado à PF, realizado desde maio, com o início da campanha Segurança Privada: Contrate Corretamente, organizada pelo Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Paraná (Sindesp-PR), para regularizar as empresas do setor. Anderle ainda contou que o País possui cerca de 600 mil vigilantes (carteira assinadas e freelancers) que trabalham formalmente no mercado e mais de um milhão e meio de profissionais da área estão na informalidade.''Depois do lançamento da campanha, aconteceram de sete a dez denúncias por dia sobre empresas irregulares'', disse presidente do Sindesp-PR, Jeferson Nazári.
''Há na PF 1.592.000 de vigilantes cadastrados capacitados para o mercado de trabalho, mas que não estão trabalhando no setor'', destacou. Ele informou que em pesquisa recente, o efetivo de 436 mil vigilantes que trabalham com carteira assinada já é maior em cerca de 5% do que o efetivo de policiais militares dos Estados.
O delegado titular da Delegacia de Segurança Privada (Delesp) no Paraná, Marco Antonio Coura, informou que no Estado há 700 empresas de segurança privada cadastradas na Junta Comercial. ''Destas há apenas 64 regulares e 13 cursos de formação de vigilantes que são consideradas empresas do setor'', explicou Coura. De acordo com Coura, no Paraná e principalmente na Capital um dos principais problemas é o da contratação de empresas de segurança irregulares que trabalham em grandes eventos, como shows musicais.
''Agora a Prefeitura de Curitiba só deve emitir alvará para shows se a empresa promotora do evento apresentar no contrato de serviço provando que o contratado para a segurança é legal'', contou. A PF se reuniu com a Comissão de Eventos da prefeitura pediu para que adotassem o procedimento.
Outra medida tomada pela PF foi para que a a Junta Comercial verifique a possibilidade de realizar um bloqueio administrativo em empresas que não apresentarem a declaração da PF.
Coura ainda informou que deve continuar com ações no estado para controlar a clandestinidade do setor. Na operação ''Varredura'', foram empregados 50 policiais federais de várias regiões do Brasil.


