A Polícia Federal (PF) apreendeu domingo 14 quilos de cocaína e oito quilos de crack. É a maior apreensão do ano das duas drogas, segundo a assessoria de imprensa da PF. O produto estava escondido em um fundo falso, embaixo de uma tampa de cimento, na garagem de uma bela casa, na rua Natal, 280, Vila São Pedro, no Xaxim, em Curitiba, que servia de residência para um dos dois acusados presos.
Foram presos, sob acusação de tráfico de drogas, Dilson Pinto de Oliveira, 40 anos, que mora na casa, e Oraci dos Santos, 41 anos. Ambos estavam desempregados e já haviam sido condenados pela justiça do Mato Grosso do Sul pelo mesmo crime. A droga teria custado cerca de R$ 66 mil para Dilson, que a revenderia na Região Metropolitana. Ele disse ter pago R$ 3 mil por cada um dos 22 pacotes encontrados pela polícia. Preso no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Oraci tinha consigo cerca de R$ 20 mil.
No depoimento, Dilson afirmou que a droga havia sido trazida por Oraci, que nega a acusação. Oraci afirmou que apenas foi contratado para apanhar o dinheiro de uma transação feita entre Dilson e um traficante boliviano, que residiria em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.
Conforme a assessoria da PF, há cerca de um ano Dilson de Oliveira vinha sendo investigado, por causa de denúncias que o indicavam como traficante. As denúncias ganharam força por Dilson ser irmão de Clóvis da Luz Ribeiro Justino, preso em Curitiba em 1997 por tráfico de drogas. Por volta de 11 horas de domingo, agentes da PF seguiram Dilson que levou Oraci ao aeroporto.
Ao chegar em casa depois disso, Adilson foi preso, mas negou o envolvimento com o tráfico. Ele próprio convidou os policiais a darem uma busca em sua casa. Durante a vistoria, os agentes encontraram a droga, dentro de uma caixa de isopor, e uma balança de precisão. Também foram encontrados um revólver calibre 38 e duas espingardas. Os dois foram enquadrados no artigo 12 do Código Penal e podem pegar até 15 anos de prisão, se forem condenados.Albari RosaDilson Pinto de Oliveira e Oraci dos Santos têm condenação em MSJames Alberti

mockup