A Polícia Federal de Foz do Iguaçu aguarda a autorização e liberação de recursos para que o grupo de 13 vietnamitas que está em Cascavel seja deportado para Hanói, capital do país. Estima-se que sejam necessários cerca de R$ 60 mil para os gastos com a viagem. O prazo dado pela Polícia Federal (PF) para que os vietnamitas saíssem do Brasil venceu sábado passado.
Enquanto a polícia não aparece para prendê-los, os vietnamitas continuam sem saber o que farão. Eles não conseguiram legalizar suas situações e nem dinheiro para pagar a multa de R$ 827,25, estipulada pela PF por terem ultrapassado o prazo de permanência de três meses concedido aos turistas. Os estrangeiros já estão há 20 meses no Brasil.
Eles afirmam e comprovam através de fotografias que vieram para montar equipamentos e trabalhar na fábrica de macarrão do empresário vietnamita André Vu. Em reunião realizada há 10 dias com os estrangeiros, o empresário havia prometido conseguir quatro passagens junto a um sócio que mora no Vietnã. ''O ex-patrão deles ainda não mandou o dinheiro. Eu não posso fazer nada por eles'', disse.
Apesar das informações de que sete deles teriam fugido com medo das consequências da possível deportação, a reportagem da Folha esteve na casa onde moram e constatou que todos estão no local. Eles alegam não querer voltar ao Vietnã sem receber o que a empresa lhes deve porque possuem dívidas com o banco daquele país e podem ser presos caso não as saldem. Além de vir trabalhar, alguns deles compraram máquinas e dizem ser sócios da fábrica de macarrão.
A situação dos vietnamitas foi revelada há pouco mais de 15 dias depois que a namorada de um deles procurou a Polícia Federal para denunciar a situação precária em que estavam vivendo. A PF estipulou um prazo de oito dias para deixarem o país, além de aplicar uma multa. André Vu também foi multado em R$ 32 mil por mantê-los irregularmente no Brasil.

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