PF espera exame cadavérico
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sexta-feira, 11 de abril de 1997
Da Redação 
A Polícia Federal instaurou inquérito, no início desta semana, para apurar a morte do índio caingangue Paulo Xavante, 28 anos, e aguarda exames da Polícia Civil para começar a ouvir as testemunhas. O índio foi morto no dia 6 deste mês e o principal suspeito é o também caingangue Valdir Domingos, 21 anos.
O caso foi atendido por policiais civis mas, como o crime envolve um índio, as investigações são realizadas pela Polícia Federal. O delegado da PF que preside o inquérito, João Luiz do Prado, explica que, entre outros exames, está aguardando o laudo cadavérico. Assim que chegarem (os exames), vamos começar a ouvir as pessoas.
Paulo Xavante foi morto em um acampamento indígena localizado na avenida Dez de Dezembro (Via Expressa), zona sul. O local é usado pelos índios que vêm à Cidade vender artesanato. A vítima teria levado um golpe na cabeça com um pedaço de chapa de fogão - o objeto foi encontrado próximo ao corpo. O paradeiro do acusado ainda é ignorado. Paulo Xavante era casado e tinha dois filhos. A sua família mora na reserva de Apucaraninha, em Tamarana.
De acordo com José Gonçalves, chefe local da Funai, a vítima e o acusado teriam discutido, sendo que Paulo Xavante estava alcoolizado. A vítima era da reserva de Guarapuava, mas morou quatro anos na reserva de Apucaraninha. Valdir Domingos mora em Apucaraninha e passava alguns dias em Londrina para comercializar artesanato. O cacique Jucelino Virgílio, de Apucaraninha, conversou com os índios que estavam no acampamento da Via Expressa. Ele disse que os próprios caingangues farão uma investigação sobre o caso.


