A Polícia Federal conseguiu esta semana novas informações que podem reforçar as acusações contra o empresário e ex-deputado estadual Jorge Maia Filho, acusado de falsificação de dinheiro. O delegado da PF, José Alberto Iegas, disse que em outubro do ano passado o funcionário de Maia Filho, Roberto Pugliesi, foi preso em Itajaí (SC) com 12 cédulas falsas de R$ 50,00. Segundo Iegas, o ex-deputado estava junto com Pugliesi no momento da prisão, mas ele foi inocentado pelo funcionário que assumiu sozinho a culpa.
‘‘Interessante é que nos depoimentos nenhum dos dois menciona qualquer coisa a respeito. Eles pensam que a gente é bobo. Fomos investigar a vida pregressa deles e encontramos este fato recente’’, comentou. A PF aguarda somente um laudo pericial nas notas falsas e equipamentos apreendidos, para decidir se o inquérito contra Jorge Maia Filho será transformado em processo.
Sobre a versão apresentada por Maia Filho, Iegas garantiu que o mandado de busca e apreensão realizado no escritório do ex-deputado foi totalmente legal, com a participação de duas testemunhas idôneas e isentas. ‘‘O próprio advogado de Maia Filho esteve no local durante o cumprimento do mandado. É muito difícil agentes da PF entrar com pacotes embaixo do braço e ninguém notar, principalmente com o acompanhamento de duas testemunhas que conhecem o ex-deputado’’, comentou.

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