A Polícia Federal de Foz do Iguaçu prendeu ontem Marinho Gomes Figueiredo, um dos procuradores de Carlos Medeiros, apontado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e pelo governo paraense como o maior grileiro de terras do País. Marinho foi preso quando tentava vender para pecuaristas do Paraná a fazenda São Sebastião, supostamente de sua propriedade, localizada dentro da reserva indígena Apterewa, da tribo parakanã, em São Félix do Xingu, no sul do Pará.
O procurador da República em Foz do Iguaçu, Alexandre Porciúncula, deveria pedir ainda ontem a prisão preventiva de Marinho. Só depois dessa providência é que o acusado será encaminhado à Polícia Federal, em Belém.
O empresário paranaense Aparecido Silva foi arrolado como testemunha. Ele disse ao delegado ter lido no jornal O Estado de S.Paulo que Marinho andava vendendo terras públicas e desfez um negócio quase fechado com o acusado.
O juiz-substituto Francisco Alexandre Ribeiro, da Vara Única Federal de Marabá, decretou no mês passado a indisponibilidade da fazenda São Sebastião, de 4.356 hectares, alegando diversas irregularidades, inclusive falsificação de documentos.

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