PF cria núcleo especializado
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quarta-feira, 08 de julho de 1998
Israel Reinstein 
A superintendência da Polícia Federal no Paraná instala hoje o Núcleo de Especial de Prevenção e Repressão à Falsificação e Adulteramento de Substâncias Medicinais, que vai combater a comercialização e produção de medicamentos fraudados no Estado. Este núcleo, que será instalado em Curitiba, faz parte de uma política nacional de combate à falsificação de remédios, lançada nesta semana pelo ministro da Justiça, Renan Calheiros.
O novo departamento, que terá o delegado responsável nomeado hoje, vai estar subordinado à Delegacia de Vigilância Fazendária. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Federal, o núcleo vai centralizar informações sobre falsificação no Estado, trocando dados com todo o País. Este trabalho deve ficar mais fácil, porque ontem o ministro da Saúde, José Serra, determinou que todas as embalagens de medicamentos deverão trazer um selo holográfico (em relevo e com brilho especial). Além disso, as embalagens terão numeração sequenciada e os números terão que constar em nota fiscal de venda para o consumidor.
Quanto às investigações sobre a fraude do lote 351 do medicamento Androcur, encontrado nos hospitais das Clínicas, em Curitiba, e Universitário de Londrina, a Polícia Federal não quis repassar informações. Na promotoria de Defesa do Consumidor, que também investiga o caso, a informação é que amostras do lote apreendido ainda estão em análise no Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo.
Microvlar - A chefe da Divisão de Vigilância Sanitária, Maria Aida Resende, disse que a Secretaria de Estado da Saúde apreendeu até ontem 25 mil cartelas do anticoncepcional Microvlar, fabricado pela Schering do Brasil. A cidade onde se encontrou em maior número o anticoncepcional ainda nas farmácias foi Londrina, com 20 mil cartelas. Depois vieram União da Vitória, Cascavel, Jacarezinho e Guarapuava.


