PF apura demora no sequestro de bens
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segunda-feira, 18 de junho de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A Justiça Federal em Londrina requisitou que a Polícia Federal apure as razões da demora por parte da Central de Mandados (Ceman) em dar cumprimento a mandados de sequestro de bens dos suspeitos presos durante a ''Operação Capitão Gancho''. Deflagrada na semana passada por agentes federais locais, a ação foi resultado de uma investigação de seis meses contra a maior quadrilha de falsificadores e distribuidores de CDs e DVDs que agia na região.
A operação foi colocada em prática na madrugada do dia 13 de junho. Na ocasião, foram presos temporariamente Josuel Pereira da Silva, o ''Gaúcho'', apontado como líder do esquema. Com ele, foram apreendidas duas motos, uma camionete Hilux com 80 km rodados e um Astra, equipamentos de informática e uma quantidade em dinheiro não revelada. Silva possuiria ainda, conforme a PF, diversos outros veículos, um apartamento de luxo na Zona Sul e imóveis em Cambé. A PF apreendeu em três lojas e numa base de reprodução do suspeito cerca de 50 mil CDs e DVDs falsificados.
Além de Gaúcho, foram detidos também o soldado do Corpo de Bombeiros de Londrina, Amarildo Mendes Alves - que seria o encarregado de comprar os CDs e DVDs virgens no Paraguai -, e Valdir de Oliveira, morador em Jataizinho. O bombeiro, que foi preso pela terceira pelo mesmo motivo, também responde a processo junto ao Conselho Disciplinar da Polícia Militar e pode ser expulso da corporação.
A FOLHA apurou que os mandados de sequestro de bens teriam sido expedidos pelo juiz da Vara Federal Criminal de Londrina, Eduardo Appio, no dia 13 de junho para serem cumpridos pelos oficiais da Ceman em caráter urgente, prioritário e sigiloso. No entanto, até o final do expediente do dia seguinte nenhuma das ordens haviam sido cumpridas. A estratégia de bloqueio de contas bancárias e apreensão de bens é tida como uma das maneiras mais eficientes de se asfixiar financeiramente organizações criminosas.
A reportagem procurou ontem o juiz Eduardo Appio, que expediu mandados de sequestro de bens móveis e imóveis dos envolvidos, mas ele alegou que estaria impedido legalmente de comentar o assunto. O delegado-chefe da Polícia Federal, Kandi Takahashi, confirmou ter recebido determinação da Vara Federal Criminal para instaurar inquérito para apurar as razões da demora no cumprimento das ordens. O delegado Homero Campello de Souza, destacado para cuidar do assunto, informou que dará início ao procedimento nos próximos dias.


