César AugustoApreendidasVendidas a preços acessíveis, armas de brinquedo são cada vez mais usadas em assaltos de verdade Elas não matam, mas são imitações quase perfeitas das armas de fogo verdadeiras e estão sendo cada vez mais usadas por ladrões e assaltantes. As ‘armas de brinquedo’ importadas do Japão, Coréia, China e Taiwan são réplicas de pistolas, revólveres e outras armas que assustam as vítimas e se tornam perigosas nas mãos de marginais. A venda delas é proibida por leis federal e estadual.
Na tarde de ontem, dezenas destas armas foram apreendidas por agentes da Polícia Federal (PF) durante uma blitz no camelódromo da avenida Leste-Oeste (próximo ao Terminal Urbano de ônibus, na área central). As imitações de armas estavam sendo vendidas em cerca de dez barracas, ao preço unitário que variava entre R$ 15,00 e R$ 25,00. As armas verdadeiras, que estão sendo copiadas, custam entre R$ 1 mil e R$ 1.500,00.
As réplicas apreendidas - longe daqueles ingênuos e antigos brinquedos de plástico - são fabricadas com ferro, cobre, alumínio, e são quase idênticas às verdadeiras armas de vários modelos e marcas. Entre elas, as mundialmente famosas Sig Sawer, Colt, Smith & Wesson e Air Softgun. A semelhança entre as matrizes e as cópias é muita grande inclusive no tamanho e peso.
As ‘armas de brinquedo’ haviam sido importadas pelos camelôs através de Ciudad del Este (Paraguai). O material apreendido foi encaminhado pela PF à Receita Federal, para posterior destruição. A delegada da Receita em Londrina, Maria Aparecida Gerolamo, não foi encontrada no órgão na tarde de ontem para informar sobre a possível instalação de processo administrativo e as penas a que podem ser submetidos os camelôs.
O responsável pelo setor operacional da PF, agente José Carlos de Carvalho, afirmou que não houve a abertura de processo criminal contra os vendedores das armas apreendidas. ‘‘Estas imitações, nas mãos de marginais, são um perigo. Mas os camelôs são pessoas humildes, desempregadas, que já tiveram um considerável prejuízo com a apreensão. Nossa intenção é combater a venda - e vamos fazer isto com constantes blitze daqui para a frente -, mas não temos o interesse de enquandrar os camelôs como criminosos’’, comentou.

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