Mário CésarFlagranteO delegado da PF, José Roberto Morel: maior apreensão do ano A Polícia Federal (PF) de Londrina realizou, na manhã de ontem, a maior apreensão de cigarros contrabandeados do Paraguai deste ano. São 7.730 maços de cigarros - brasileiros e estrangeiros - que seriam revendidos, ao preço de R$ 1,00 a unidade, em barracas do Camelódromo (na avenida Leste-Oeste, esquina com avenida São Paulo, centro da Cidade). Parte do cigarro estava na casa e parte na Kombi de Jaime Martins de Lima Júnior, que foi preso em flagrante acusado de contrabando. O crime prevê pena de um a quatro anos de reclusão.
Segundo o superintendente da PF em Londrina, o delegado José Roberto Morel, Jaime Júnior admitiu em depoimento que havia trazido os cigarros do Paraguai de maneira ilegal e que eles seriam repassados aos camelôs. Aliás, foi através de informações dos próprios camelôs - presos recentemente por vender o produto proibido - que os agentes federais conduziram as investigações e chegaram até Jaime Júnior, ex-funcionário de uma fábrica brasileira de cigarros. Ontem à tarde, ele ainda estava preso na Delegacia da PF, à espera de que um juiz estipulasse a fiança a ser paga para soltura. Ele responderá a processo em liberdade. O acusado não quis falar com a imprensa.
Ainda ontem mesmo, a Kombi - placas RC-0049, de Londrina - e o cigarro apreendidos seriam encaminhados à Delegacia da Receita Federal, para abertura de processo contra Jaime Martins Júnior. De acordo com o delegado da Receita em Londrina, Daniel Antonio Pelisson, todo cigarro contrabandeado e apreendido é incinerado rapidamente, em fornos de indústrias cerâmicas ou em terrenos baldios na periferia da Cidade.
De acordo com os delegados da PF e da Receita, Jaime Júnior cometeu dois tipos de crimes considerados contrabando: importação de cigarro estrangeiro sem pagamento de imposto - 385,63% - e reintrodução no País de cigarro brasileiro exportado, o que é proibido por lei. Para ser exportado, o cigarro brasileiro é isento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que é de 365,63%. Para comprar cigarros de outros países, o comerciante é bitributado: tem que pagar este IPI e mais 20% referentes ao Imposto de Importação. Em consequência do não pagamento destes impostos é que os cigarros vindos através do Paraguai chegam ao consumidor brasileiro mais baratos que os nacionais.

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