Foz do Iguaçu A Polícia Federal (PF) já tem os principais suspeitos de esconder 2,5 toneladas de maconha no quintal de um templo budista, em Foz do Iguaçu. De acordo com o setor de comunicação social da PF, uma quadrilha paraguaia estaria usando o terreno para abrigar drogas e contrabando há pelos menos dois meses. A PF descartou a ligação de fiéis ou líderes da igreja com o tráfico na região.
A mercadoria foi apreendida na tarde de quarta-feira, após uma denúncia anônima feita pelo telefone 194. Policiais do Núcleo de Operações da PF se deslocaram até o local e acharam a droga toda embalada em sacos plásticos e escondida embaixo de galhos.
O terreno pertence à igreja budista, de acordo com a polícia, e fica a cerca de um quilômetro do barranco do Rio Paraná. A maconha estava dividida em três lotes distintos.
A PF já vinha há mais de um mês investigando o raio de atuação dos traficantes. Segundo a polícia, eles estariam usando uma mata fechada dentro da propriedade budista para ocultar drogas e mercadorias contrabandeadas do Paraguai.
Toda a droga foi recolhida na sede da PF. Agora, as investigações tentarão levantar indícios que comprovem o envolvimento da quadrilha paraguaia com os lotes de maconha escondidos no terreno da igreja.
De acordo com a PF, aproximadamente 300 quilos iriam abastecer o comércio ilícito de Foz do Iguaçu e o restante seria remetido para o estado do Rio de Janeiro. Foi a segunda maior apreensão na cidade e a terceira maior deste ano no Estado. No começo do ano, a PF de Guaíra apreendeu seis toneladas na beira do rio, em Guaíra.

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