Curitiba Contar com o apoio de seis mil vigilantes, funcionários de empresas privadas de segurança em Curitiba e Região Metropolitana, para prestar informações sobre atitudes suspeitas ou monitorar ocorrências passadas pela polícia. É esse o objetivo da Polícia Militar (PM) do Paraná com o programa de integração da segurança pública e privada no Estado. Existente desde 2002 com a participação da PM e do Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp) do Paraná, ontem o projeto teve adesão da Polícia Federal (PF), que passará a fiscalizar as empresas clandestinas de segurança.
''Os vigilantes das empresas estão em contato direto com a população, fazendo vigilância bancária, residencial ou comercial. Por isso, muitas vezes eles presenciam fatos e atitudes que são suspeitas'', disse o presidente do Sindesp no Estado, Ernani Miranda. Ele explicou que antes os vigilantes não tinham a quem comunicar esses casos. Agora, com o convênio, eles comunicam a empresa em que trabalham e esta aciona via rádio, em linha direta, o Centro de Policiamento (Copom).
A integração entre as duas seguranças pode ocorrer no sentido contrário. No caso de um sequestro-relâmpago, por exemplo, a PM repassa os dados do veículo envolvido às empresas, para que os vigilantes fiquem atentos e, caso o localizem, avisem à polícia. De acordo com o comandante do policiamento na capital, coronel Nemésio Xavier de França, a colaboração dos vigilantes é importante porque eles detêm informações precisas do que ocorre em suas regiões de trabalho.
Outra vantagem mostrada até agora foi a redução de chamadas pelo número 190, já que eles acionam diretamente o Copom. Ontem, em sua exposição a empresários do setor, o coronel avisou que os vigilantes poderão ligar, a partir de agora, também para os celulares das viaturas que compõem o Projeto Povo. Até o final do ano, 35 bairros de Curitiba serão atendidos pelo programa. Em Londrina, o programa está sendo levado, inicialmente, a cinco bairros.
''A PM repassará informação sobre as empresas irregulares, e a PF vai agir'', diz Miranda. De acordo com o coronel Xavier, a PM já conseguiu localizar 29 dessas empresas, que serão alvo, em breve, de uma ação conjunta com a PF. Segundo o Sindesp, no Estado existem 64 empresas regulares e filiadas à entidade, e outras 70 clandestinas. Dos 16 mil vigilantes, 5 mil estariam irregulares.

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