PF acha contrabando nas Lojas Dinon
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terça-feira, 18 de março de 1997
Luciane Tonon Correspondente 
SANTO ANTÔNIO DA PLATINA - A Polícia Federal apreendeu ontem, em Santo Antônio da Platina (150 quilômetros de Londrina), uma grande quantidade de mercadorias contrabandeadas do Paraguai (brinquedos e objetos eletrônicos), vendidas pelas Lojas Dinon. As mercadorias lotaram dois caminhões. A avaliação do valor total dos produtos apreendidos só deverá ser divulgada em três dias.
A apreensão foi feita a partir de um mandado de busca da 1ª Vara da Polícia Federal de Londrina, a partir de investigações feitas pela Receita Federal. Duas pessoas foram presas em flagrante. Sidnei Ferreira, sócio das lojas, e Ivonete Ferreira Pinheiro, gerente de um dos estabelecimentos.
Este tipo de crime é enquadrado no artigo 374 do Código Penal como contrabando e descaminho e pode dar de um a quatro anos de reclusão para os envolvidos. O crime permite liberação sob fiança.
No mercado há mais de 10 anos, as Lojas Dinon já tiveram mercadorias apreendidas três vezes. A última vez foi há quatro anos. Não se sabe ainda, se das outras vezes que as mercadorias foram recolhidas, houve condenação. Se for comprovado, pode haver implicação na pena, disse o delegado da PF Sandro Roberto Viana dos Santos.
Ele acrescentou que esta foi a maior apreensão feita nos últimos anos na região do Norte Pioneiro. O grupo Dinon também possui uma empresa de turismo que leva passageiros ao Paraguai. A polícia informou que nenhuma irregularidade foi descoberta com a empresa.
Em Santo Antônio da Platina, as Lojas Dinon são tradicionais. Moradores que testemunharam a apreensão demonstraram o descontentamento. Nos dão condições de comprar eletrodomésticos à prestação, disse um morador, que não quis se identificar.
Para fazer a busca, foram mobilizados 10 agentes da Polícia Federal de Londrina e cinco fiscais da Receita Federal de Ponta Grossa. De acordo com o delegado, as mercadorias foram encaminhadas para Ponta Grossa para serem discriminadas e avaliadas.
A gerente da loja e o sócio se negaram a prestar declarações. Eles foram encaminhados para Londrina, onde vão aguardar decisão da Justiça.


