A delegacia da Polícia Federal em Londrina abriu inquérito para apurar suposto contrabando feito pelo piloto Eustáquio Geraldo Vasconcelos, de 48 anos, piloto do avião monomotor PT-EOK modelo Sertaneja, que fez um pouso forçado, sábado à tarde, no distrito Vila Nova do Pote, em São Jerônimo da Serra (95 km ao sul de Londrina). A Polícia Federal está tentando identificar quem é o proprietário do avião.
A carga do monomotor - produtos eletroeletrônicos provavelmente contrabandeados do Paraguai - foi saqueada por moradores da vizinhança, principalmente trabalhadores rurais. Quando a PF chegou ao local, encontrou apenas o avião com uma das asas quebrada.
O monomotor foi submetido à perícia para saber o que provocou o pouso forçado. Agentes da PF ouviram testemunhas do incidente. ‘‘Eles contaram que o piloto, quando estava sendo socorrido, disse para as pessoas que poderiam levar os produtos do avião’’, disse o delegado Sandro Roberto Viana dos Santos.
O delegado disse ainda que vai analisar a situação para saber se os saqueadores poderão ser indiciadas por furto ou receptação de mercadoria ilícita. Ontem à tarde, policiais tentavam recuperar objetos furtados para caracterizar o contrabando.
O piloto foi internado em estado grave na UTI do Hospital Universitário de Londrina. Ele continuava em coma ontem à tarde. O quadro dele era considerado ‘‘estável’’.
A polícia já descobriu que o piloto já respondeu a processos por contrabando no Estado de São Paulo. A PF encaminhou ofícios ao Departamento de Aviação Civil (DAC) e à Infraero para tentar traçar a rota que o avião estava fazendo ou que teria sido comunicada antes da viagem.

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