PF abre inquérito contra agenciadora
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terça-feira, 03 de junho de 2003
Emerson Dias<BR>Reportagem Local 
A Polícia Federal (PF) de Londrina instaurou ontem um inquérito contra Izildinha Lazaretti da Silva, que estaria agenciando paranaenses e encaminhando-os para supostos trabalhos na Inglaterra. Zilda, como é conhecida, negou a suspeita. O caso está nas mãos do delegado Pedro Paulo de Figueiredo, que está analisando o material recolhido na casa de Zilda, em Apucarana.
De acordo com o delegado, foram encontrados cinco passagens aéreas, dois passaportes, três agendas com telefones locais e internacionais, mapas e cerca de 100 ''termos de consciência de viagem'', documento onde segundo Figueiredo as pessoas agenciadas assumiriam a responsabilidade de não acionar Zilda juridicamente. ''Acreditamos que o material já evidencia o crime previsto em lei, tanto que a Justiça determinou abertura do inquérito. Resta agora verificar se existem outros envolvidos'', disse Figueiredo, referindo-se ao artigo 206 do Código Penal, sobre recrutamento de trabalhadores, mediante fraude, com fins de levá-los para o estrangeiro.
Zilda negou as suspeitas e disse que ''assessora interessados em viajar para a Inglaterra'' porque tem três filhos morando naquele país. ''Em nenhum momento oferecemos emprego para as pessoas, tanto que elas assinam um compromisso assumindo toda a responsabilidade. O que ofereço é um auxílio, feito pela minha filha, para procura de hospedagem na Inglaterra'', explicou.
Ela disse ainda que cobra entre R$ 300,00 e R$ 700,00 para fazer a assessoria, que incluiria auxílio para encaminhar documentos e passagens. ''Tenho endereço fixo e auxilio pessoas há dois anos'', garantiu.
Zilda também prestará depoimento no 1º Distrito Policial, onde o delegado Marcos Belinati está investigando diversas denúncias envolvendo agenciadores e agências de turismo de Londrina e região. ''Ela deve comparecer nesta quinta-feira, assim como outras pessoas intimadas para falar sobre as denúncias feitas por 32 pessoas. Pretendemos concluir o inquérito rapidamente'', afirmou Belinati.
Nos últimos 35 dias, seis pessoas entre agenciadores e representantes de agências de turismo foram indiciadas nos processos das polícias Civil e Federal.


