O representante estadual do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Luiz Antônio de Melo, admite que a Petrobras pode ter que rever seus métodos de exploração de xisto betuminoso, em São Mateus do Sul (91 km a nordeste de União da Vitória). A estatal teria que se adequar a legislação ambiental, de 1989, se quiser continuar a extrair o mineral de uma nova área de 15 milhões de metros quadrados que foi desapropriada por decreto presidencial no dia 24 de agosto.
Dentro da região, moram famílias de agricultores que pedem indenização e reassentamento. Melo diz que vai conversar com o superintendente da Petrobras no município, Dorian Luiz Buchmann. O representante do Ibama quer esclarecer se a exploração de xisto na nova área precisa obedecer o código ambiental, já que a retirada do material é feita desde 1972. ‘‘Vamos ver o que precisa ser exigido para que a Petrobras se adapte a legislação atual’’, declara.
Como é engenheiro florestal, Melo diz que não tem condições de promover uma análise técnica da exploração e requisitou a presença de um geólogo do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para checar se a exploração não está danificando o subsolo. Moradores dizem que as reservas de água embaixo da terra foram eliminadas na medida que a Petrobras expande sua mina num ritmo de 40 alqueires por ano.
Melo explica que vai pedir um estudo para saber se a mina vem causando prejuízos nas áreas verdes que ficam nas proximidades da mina. ‘‘O Ibama vai analisar a questão do impacto como um todo.’’ Ele informa que um grupo de trabalho composto por técnicos do Ibama e do DNPM ficará com a tarefa de apontar as necessidades a serem adotadas para que o xisto betuminoso possa ser retirado sem causar danos ao meio ambiente. O xisto é um mineral que é usado na extração do petróleo. (D.V.)

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