Peti melhora comportamento e fala das crianças
A assistente social Valéria da Costa informa que o Cais atende hoje 142 crianças carentes do município, sendo que 132 já participavam das atividades do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), do governo federal.
O Centro foi construído no antigo prédio da associação de funcionários da usina, que foi totalmente reformado e ganhou quadra poliesportiva, campo de futebol, playground, salão de jogos, refeitório, sala de televisão e biblioteca, além de salas de música, dança e informática e o cantinho da beleza para as meninas.
De acordo com a professora Angela Maria Marana, coordenadora do Cais, os meninos e meninas entre sete e 15 anos são divididos, conforme a idade, em oito grupos de até 12 crianças e a cada 45 minutos realizam uma atividade diferente, ''até que todos tenham participado de tudo'', assinala.
Ainda segundo Angela, como o centro apenas começou a funcionar, a coordenação tem avaliado as demandas e aptidões das crianças para direcionar as aulas no próximo ano. ''Eles já têm aulas de violão, capoeira e informática e deverão ganhar professores de teclado, balé e judô.''
Para Angela, o que mais mudou nas crianças desde que começaram a participar do Peti foi o comportamento social e a fala. ''É uma luta diária porque eles voltam do fim de semana cheios de atitudes e falando palavrões que aprenderam em casa e nós passamos a semana corrigindo-os. E é assim toda semana'', conta.
Mais difícil do que ensinar as crianças é lidar com os pais, assegura a coordenadora. Para discutir questões que envolvem o convívio familiar, são oferecidas palestras semanais às crianças e, ocasionalmente, aos pais. ''A gente percebe qual é a principal dificuldade deles na semana e agenda um profissional para tratar do tema.''
O que nunca modificou desde o início das atividades do Peti em São Pedro, em 2002, é a frequência da criançada. ''Eles nunca faltam'', comemora a coordenadora, informando que a procura por vagas no programa aumentou com a construção do Cais. ''A meta é atender 200 crianças'', estima.
''O próximo passo é implantar o programa Escola de Fábrica, que irá capacitar jovens de 15 a 23 anos em cursos profissionalizantes e fechar o ciclo assistencial'', prevê a assistente social Valéria da Costa. (M.G.)





