Denilson Pestana foi reeleito presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, com 1.569 votos do total de 1.640. A atual diretoria resolveu realizar o processo eleitoral, mesmo com uma liminar expedida no dia 17 pelo juiz da 6ª Vara Cível, Celso Saito, suspendendo o pleito.
O resultado da eleição, que aconteceu entre os dias 18 e 20 e apresentou uma única chapa concorrendo, foi divulgado ontem por Denilson Pestana. Ele afirma que o resultado é válido, mesmo com a ação judicial que questiona a eleição. O mandato é de quatro anos.
A apuração, segundo Denilson Pestana, aconteceu anteontem à noite, na sede social do sindicato, na zona leste. A contagem dos votos começou às 19 horas e durou duas horas. O processo de apuração ficou a cargo do presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção e Mobiliário do Estado do Paraná, Geraldo Ranthum.
O sindicato abrange 23 municípios da região de Londrina. Ao todo, 1.929 trabalhadores estavam aptos a votar. Segundo Pestana, foram registrados 37 votos brancos e 34 nulos. ‘‘Mesmo com informações de suspensão da eleição, os trabalhadores votaram em número bastante expressivo e o resultado nos fortalece muito.’’
O presidente do sindicato afirma que a eleição é válida e diz que agora irá à Justiça para derrubar a liminar concedida pelo juiz Celso Saito. A liminar foi pedida pelo operário Márcio Costa, integrante da chapa 2, cuja candidatura foi impugnada pela atual diretoria por estar com número insuficiente de membros.
O operário, através de seu advogado Ricardo Ramalho, ingressou na Justiça com uma medida cautelar inominada. Ele alega que houve irregularidade no julgamento de um pedido de impugnação da candidatura de Denilson Pestana. O pedido foi julgado pelo secretário de finanças, que estava concorrendo à reeleição.
Pestana afirma que ele, como candidato, está sendo acusado de uma suposta irregularidade. ‘‘Mas isso não é razão para suspender o pleito’’, alega. Ainda de acordo com Denilson Pestana, a liminar perde objeto porque a eleição foi realizada em com uma grande participação de trabalhadores.
Denilson Pestana e o assessor jurídico da chapa 1, Gerson da Silva, pretendem conversar com o juiz e pedir que reconsidere o seu despacho. Caso eles não consigam resultado positivo com o juiz, vão ingressar com um recurso junto ao Tribunal de Justiça do Estado.
O advogado Ricardo Ramalho afirma que todas essas atitudes da atual diretoria representam um ato de desobediência. Na sua opinião, a eleição não é válida e acredita que mais tarde todos os envolvidos serão penalizados.
Com a certeza de que a eleição é legítima, Denilson Pestana faz planos para os próximos quatro anos. As prioridades, segundo ele, são: negociar com as empresas o custeio de um plano de saúde, realização de cursos profissionalizantes, segurança no trabalho, alfabetização dos trabalhadores e mudança da forma de remuneração.

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