Curitiba - Mesmo sendo fundamentais, os porteiros não são os únicos responsáveis pela segurança do condomínio. Os moradores também devem participar do processo, mas, para João Lima, são os que mais prejudicam a segurança.
‘’Muitas vezes o morador relaxa. Por exemplo, ele sai da garagem e não espera o portão fechar. A mesma coisa com os fornecedores. O pessoal prefere comodidade. É o morador que autoriza o prestador de serviço a subir. Nunca ninguém desceu para buscar alguma coisa’’, conta. O mesmo acontece onde Santos trabalha. ‘’Às vezes o morador não deixa a gente fazer a identificação dos visitantes. É complicado e neste caso passamos para o síndico’’, diz.
O programador Rafael Carlos da Silva, 23, mora no edifício onde seu João trabalha e confessa que poderia contribuir mais com a segurança de seu condomínio. ‘’Ainda deixo os entregadores subirem até meu apartamento, mas vou melhorar. Vou começar a descer até a portaria para pegar as pizzas que eu peço’’, promete.
Para evitar este tipo de problema, Fernandes sugere a realização de um breve curso com os moradores. ‘’O morador tem uma participação importantíssima. Se não se adaptar, se não participar do processo, não vai funcionar. Se ele levar em consideração só o seu conforto, vai colocar em risco todos os outros apartamentos para invasões e ladrões. Mas realmente quando é implementada uma segurança séria, tiramos um pouco do conforto, da facilidade de entrar e sair’’, explica.
Marlon Guerreiro, que também ministra cursos de sensibilização para moradores, conta que eles só se sentem responsáveis pela segurança quando conhecem os reais riscos. ‘’Depois que eles percebem que podem minimizar os riscos, a aceitação é favorável’’, conta. (C.G.B.)

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