Pessoal do HU contesta pró-labore
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sexta-feira, 29 de janeiro de 1999
Da Redação 
Os funcionários do Hospital Universitário de Londrina fizeram um protesto, ontem pela manhã, contra a proposta formulada pelo Grupo Especial de Trabalho (GET) da instituição, estabelecendo formas para aumentar a receita do hospital e porcentagem a ser distribuída entre funcionários e docentes a título de pró-labore. O trabalho do grupo está sustentado na lei estadual 1.500/96, que autoriza a prestação de serviços pelas instituições de ensino superior do Paraná e a destinação de 20% da arrecadação aos funcionários e docentes.
Segundo a presidente do Sindicato da Saúde, Ana Maria da Cruz, pela proposta - aprovada ontem no hospital -, o HU pode passar a cobrar os procedimentos de pessoas que tenham condições de pagar, pode ter um plano de saúde e, entre outros itens, também firmar convênios com instituições particulares.
Do total arrecadado, 20% seriam divididos entre os funcionários e 80% entre os docentes. Pelo superávit que o hospital tem hoje, funcionário que ganha menos receberia R$ 13,00 e o que ganha mais, R$ 58,00; enquanto o professor que ganha menos fica com R$ 312,00 e o que ganha mais, R$ 1.414,00. A proposta do sindicato é que a divisão seja feita proporcional ao salário, o que resultaria nos seguintes valores, respectivamente: R$ 50,00, R$ 214,00, R$ 105,00 e R$ 480,00.
O sindicato iniciou o coleta de assinaturas entre os funcionários. O abaixo-assinado será enviado à reitoria da Universidade Estadual de Londrina e à superintendência do hospital, solicitando que o assunto seja melhor discutido antes de ser enviado ao Conselho de Administração para discussão final. Segundo Ana Maria, o sindicato também quer debater melhor de que forma seriam cobrados os procedimentos. Não podemos perder de vista a finalidade do HU, que é um hospital escola, diz ela.
O CA deve ser convocado na próxima semana para discutir a proposta. A assessoria de imprensa da UEL diz que só irá se pronunciar após o assunto chegar ao CA.


