Pesquisadores pedem ajuda para museu
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de junho de 2003
Caroline Vicentini<br>Reportagem Local 
Talvez pouca gente saiba, mas a Universidade Estadual de Londrina (UEL) possui um dos maiores e mais completos museu de peixes entre as universidades brasileiras. O acervo abriga mais de três mil exemplares. Só da Bacia do Paranapanema são 150 espécies catalogadas. Do Rio Tibagi, 110 espécies, entre pintados, dourados, lambaris, e alguns mais raros, como o pirapitinga. Agora os pesquisadores lutam para abrí-lo ao público.
Além do acervo expressivo de peixes, o Museu de Zoologia da UEL também possui coleções interessantes de insetos, mamíferos, frutos-do-mar, répteis e anfíbios, que só podem ser estudados por pesquisadores. ''Esse museu é como uma biblioteca para os biólogos'', comparou o professor Oscar Shibatta, doutor em Ecologia e Recursos Naturais e membro da equipe de ictiologia (ciência que trata dos peixes).
Todo o conhecimento poderia estar à disposição da população, mas o problema é a falta de estrutura física. Não há espaço para a circulação de pessoas e para a exposição de mais exemplares. O acervo aumenta a cada dia e, no almoxarifado, mil peixes aguardam por novas prateleiras que o espaço de 110 metros quadrados não pode mais abrigar. Segundo Shibatta, a idéia de construir um museu aberto ao público é antiga. Os pesquisadores buscam junto a UEL e à iniciativa privada uma maneira de viabilizar o espaço. Segundo os cálculos, seriam necessários R$ 300 mil para construir um espaço físico, com tudo necessário.
Ontem, excepcionalmente, o museu foi aberto a um grupo de aproximadamente 20 empresários e pesquisadores. O representante comercial Geraldo Cavina, 44 anos, ficou encantado com a diversidade do acervo do museu. ''Não sabia que no Tibagi habitavam tantas espécies. Penso que a construção de um novo museu dependerá do envolvimento de toda a comunidade'', refletiu.


