Pesquisadores medem poluição do ar
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terça-feira, 08 de julho de 2008
Marta Ortega<BR>Reportagem Local 
Instalados no Terminal Urbano de Londrina desde a última quarta-feira, equipamentos responsáveis pela coleta de partículas vão medir a qualidade do ar no local. O trabalho proposto pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) também está sendo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Londrina (UEL). O objetivo é conhecer o perfil da concentração do material particulado, expelido pelos veículos que circulam pelo terminal.
Os equipamentos de amostragem foram instalados na parte inferior do piso, logo na entrada dos ônibus. Até o dia 22 de julho, eles irão captar compostos gasosos, dióxido de enxofre (SO2), compostos de nitrogênio (MOX) e os aldeídos, provenientes do combustível. As amostras serão encaminhadas para laboratórios das universidades para análise. Os resultados serão conhecidos no prazo de um ano. ''A partir dos resultados serão tomadas medidas para melhorar as condições do local'', explicou uma das pesquisadoras, Adriana Marques de Freitas, mestre em química atmosférica da UEL.
Ontem pela manhã, pesquisadores da UEL e da UFRJ trocaram os filtros dos equipamentos. A troca precisa ser feita a cada 24 horas. Em Londrina, serão avaliados os aldeídos, compostos provenientes da queima de combustível. Já em Salvador, serão analisados compostos orgânicos de caráter cancerígeno, no Rio de Janeiro, metais presentes nessas partículas, em São Paulo, compostos inorgânicos.
Segundo a pesquisadora da UEL, as análises dos filtros são complexas e exigem equipamentos de alta resolução. ''O objetivo é avaliar o nível de poluição no local, onde existe grande circulação de veículos'', afirma Adriana.
O nível de poluição tolerado no terminal, de acordo com a pesquisadora, é de 2 monogramas. Pesquisa semelhante realizada em 2000 e 2004 indicou um índice de 900 monogramas. Todos comerciantes que atuavam no local na época foram retirados.
Para os passageiros, como a dona-de-casa Joicelaine Ribeiro da Silva, os efeitos da poluição não são percebidos facilmente. ''Nos últimos 15 dias tenho passado por aqui todos os dias, mas não noto uma poluição tão grande''. Angelina Lima, aposentada de 80 anos, já sente mais os efeitos. ''Venho todos os dias para esperar umas amigas. Os ônibus passam e soltam bastante fumaça. Às vezes incomoda.''
Adriana Freitas explica que o grau de poluição depende do tempo de exposição da pessoa. ''Existem pessoas que só passam pelo terminal. Outras trabalham aqui, permanecem mais tempo e ficam mais expostas à poluição.''


