Uma professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) busca uma resposta que por enquanto, nem a Medicina foi capaz de descobrir. Ela quer saber por que o Mal de Parkinson provoca uma mudança motora e se a prática de exercícios físicos consegue reduzir a evolução da doença no que se refere aos sintomas.

Para isso, Lilian Gobbi formou um grupo de intervenção com exercícios aplicados durante oito meses em 50 idosos. Em dias alternados, os participantes fazem sessões de musculação, mobilidade e de jogos interativos. ''Considerando que eles também terão um declínio cognitivo e vão chegar à demência, é importante incluir atividades de memória e lógica'', explica.

De acordo com Lilian, os pacientes que estão no grupo há mais tempo e que fazem os exercícios vigorosamente já demonstram resultado ao conseguir manter os níveis iniciais dos sintomas. ''Por exemplo, após vários meses em uma comparação antes e depois do treino, quando o paciente deveria perder 3% de sua capacidade motora, ele não está perdendo nada. É fato que a pessoa não melhorou no equílibrio, no andar e nas variáveis de coordenação motora, mas também não piorou'', explica.

O médico neurologista Luis Sidônio, de Londrina, explica que o Parkinson é uma doença que, por motivos ainda desconhecidos pela Medicina, consiste na perda de uma substância chamada dopamina, em uma região do cérebro conhecida como ''substância negra''. ''Ocorrem também outras degenerações no cérebro, mas a perda da dopamina é a principal causa dos sintomas, que geralmente são tremor de repouso, que costuma ser iniciado de um lado só (unilateral), rigidez corporal, lentidão ou pobreza dos movimentos voluntários e a perda do equilíbrio'', diz o especialista, ao ressaltar que é preciso apresentar dois ou mais sintomas para o diagnóstico de Parkinson.

Leia a reportagem completa da repórter Micaela Orikasa, em conteúdo exclusivo para a assinantes da FOLHA.

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