Pesquisadora londrinense se dedica ao estudo de refugiados ambientais
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Redação FolhaWeb 
Dentro de 100 anos, algumas ilhas poderão simplesmente desaparecer do mapa, caso se confirmem as previsões de elevação do nível dos oceanos. E por mais que um século possa parecer muito tempo, as discussões em torno do assunto podem ser consideradas um pouco ''atrasadas''.
Quem explica melhor essa questão é uma pesquisadora londrinense que tem defendido a soberania dessas regiões, mais especificamente das ilhas Kiribati, Tuvalu e Marshall, no Pacífico Sul, e das Maldivas, no Oceano Índico.
Formada em Direito na Universidade Estadual de Londrina (UEL), Lilian Yamamoto concluiu um mestrado e doutorado em Direito Internacional no Japão e agora está na fase final de seu primeiro livro em inglês, traduzido como ''Mudança climática e as pequenas ilhas que podem desaparecer''.
De acordo com ela, a mudança climática provocada pelo aquecimento global está provocando o aparecimento de um maior índice de gás carbônico no ar e, consequentemente, está derretendo as calotas de gelo e aumentando o nível do mar. ''Algumas ilhas que são muito baixas podem afundar'', afirma.
Um levantamento feito em 2009 pela Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 50 milhões de pessoas tiveram que deixar seus lares por problemas decorrentes de desastres naturais. Segundo a Organização, em 2050, o número de seres humanos nessas condições poderá atingir entre 250 milhões e 1 bilhão.
As ilhas que são alvo do estudo da pesquisadora, porém, não possuem um número grande de habitantes (estimado em 415 mil) e, ''portanto, não proporcionam uma força suficiente para criar uma convenção específica para lidar com elas. Esse é um grande problema'', observa.
De acordo com ela, para os países onde essas pessoas irão se deslocar - geralmente em localidades vizinhas - é importante adotar o mesmo sistema de recepção de refugiados, para eles possam trabalhar e ter direitos, como por exemplo, trabalhistas. Mas, em primeiro lugar, é preciso discutir qual é a estrutura de cada país que irá recebê-los.
A pesquisa de Lilian busca observar diversos cenários para descobrir como a comunidade internacional reagiria a este problema.
Leia mais na reportagem de Micaela Orikasa exclusiva para assinantes da FOLHA.


