Curitiba - Apesar de municípios autônomos, com orçamentos e governantes próprios, há uma integração entre as cidades da região metropolitana que torna impossível uma visão desmembrada por setores. Essa é a opinião de Rosa Moura, geógrafa pesquisadora do Núcleo de Estudos Regionais e Urbanos do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Rosa, que também é pesquisadora do Observatório Nacional das Metrópoles, acredita em uma espécie de cidade única, em que os núcleos isolados dependem um dos outros para sobreviver.
A pesquisadora diz que o movimento de dependência se torna mais acentuado ainda dentro dos 12 municípios que formam uma aglomeração metropolitana em torno de Curitiba. Esta aglomeração é composta por Almirante Tamandaré, Araucária, Campo Largo, Campo Magro, Campina Grande do Sul, Colombo, Fazenda Rio Grande, Quatro Barras, Pinhais, Piraquara, São José dos Pinhais, além da própria capital. ''É ao redor desses 12 municípios que aplicamos o conceito de cidade única, onde a dinâmica funciona e todas as cidades são importantes. Você não tem só Curitiba, mas um região conjunta'', explica.
A estudiosa exemplifica a afirmação dizendo que se não fossem municípios como Itaperuçu, que fornece mão-de-obra para Curitiba, muitas empresas da Capital ficariam defasadas nesse sentido. Isso por que Curitiba oferece 68,7% dos empregos disponíveis na região metropolitana. É seguida por São José dos Pinhais, com 14,1%, e Pinhais, com 4,8%. (T.A.)

mockup