Pesquisadora aponta falhas em campanhas
Curitiba Professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC), Arlene Lopes Sant'Anna não acredita na eficácia de campanhas e palestras anti-drogas, principalmentes as veiculadas pela televisão. O assunto foi tema de sua dissertação de mestrado. A professora fez uma análise de 20 anúncios veiculados em 1996 e 1997, e concluiu que falta seriedade e proximidade com o público alvo nas campanhas.
Segundo Arlene Sant'Anna, o Brasil é a principal rota de distribuição de drogas. Cerca de 90% das crianças e jovens que vivem nas ruas de Recife, por exemplo, já experimentaram drogas, informou. ''As campanhas atuais estão voltadas à classe média, mas, nas classes mais baixas é onde está concentrado o maior número de dependentes químicos'', disse a professora.
Para Arlene Sant'Anna, as campanhas devem ser contínuas e apresentar casos reais, que mostrem as consequências sofridas por ex-usuários de drogas. Segundo a professora, o maior problema está no usuário e não no traficante. ''Falta muita auto-estima, e, isso é uma questão educacional, que vem de dentro de casa. Só discutir a questão e alertar não é suficiente.





