Ao passar pelo crivo do concurso, o maringaense Danilo Pedro Streit Júnior garantiu mais recursos para a continuidade da pesquisa, que pretende demostrar que, se após a reprodução artificial da piracanjuba a espécie consegue se desenvolver, as políticas ambientais da hidrelétrica podem ser consideradas positivas, servindo para implantar um modelo, que vem sendo estudado há quatro anos no Rio Paranapanema.
As barragens construídas na usina impedem a reprodução natural dos peixes, que não conseguem migrar durante a piracema, o que torna necessária a intervenção do homem.
Na primeira etapa da pesquisa, Streit mediu a eficiência dessa intervenção e se as espécies, reproduzidas artificialmente, mantêm a mesma variabilidade genética das que estão em condições naturais.
Com esses dados, o pesquisador observará a piracanjuba, tentando descobrir se o peixe conseguirá se desenvolver até a captura, o que lhe dará a possibilidade de analisar se as ações de proteção ambiental da hidrelétrica estão contribuindo para a recuperação do rio e diminuem os impactos das construções de barragens. (F.L.)

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