Pesquisador do Iapar morre em acidente
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de abril de 2004
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Antônio Yoshio Kishino, 54 anos, faleceu ontem após se envolver em um acidente na PR-445, quando saía da instituição para almoçar, por volta de 12h30. Segundo apurou a Polícia Civil, ele teria cruzado a frente de um outro veículo, conduzido por Luiz Roberto Martins, 49 anos, que foi socorrido e encaminhado para o Hospital Evangélico com ferimentos leves.
De acordo com a delegada de Trânsito, Paula Francinete Nunes, o pesquisador teria saído do Iapar pela pista marginal com seu Monza, placas de Londrina, e ao tentar cruzar a rodovia deve ter se distraído e não percebido a aproximação do veículo Uno, também com placas de Londrina. Martins não teria tido tempo para frear e o Uno chocou-se contra a porta do condutor do Monza. ''Em tese, ele (Kishino) deve ter se descuidado mas tudo será analisado no inquérito policial'', apontou a delegada. Dezenas de populares e funcionários do Iapar se aglomeraram para acompanhar o trabalho do Corpo de Bombeiros, da Polícia Científica e do Instituto Médico-Legal (IML).
Kishino teve morte instantânea. Como não havia ferimentos aparentes, a suspeita é de que o pesquisador tenha fraturado o pescoço com o impacto. Assim que o corpo foi removido, a esposa de Kishino chegou ao local em estado de choque. O condutor do Uno foi atendido pelo Siate e levado ao HE reclamando de dor toráxica, segundo o cabo dos Bombeiros, Luiz Carlos de Souza. A Folha apurou junto ao pronto-socorro que a situação de Martins era estável, mas ele seria submetido a um raio-X e ficaria em observação.
O assessor de gabinete do Iapar, Célio Giacomini, contou que Kishino trabalhava há cerca de 30 anos na instituição e era bastante respeitado por seus estudos na área de fruticultura. ''Ele era uma pessoa bastante conhecida, querido e respeitado no meio científico. Infelizmente é mais uma perda lastimável e irreparável.''
Kishino desenvolvia pesquisas com abacate, kiwi, maçã e pêssego. Mas tinha especial dedicação à viticultura: na década de 80, foi um dos responsáveis pelo lançamento da variedade rubi, que atualmente é uma das mais plantadas no Norte do Paraná, São Paulo e Vale do rio São Francisco.


