O médico Luis Bahamondes, um dos estudiosos que participam de uma pesquisa mundial para o desenvolvimento de uma vacina contra um tipo de vírus que causa câncer de útero, está em Londrina participando da 8 Jornada do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Evangélico. A vacina ataca o HPV (''humam papilloma virus'', em inglês), responsável por quase todos os 80 subtipos de câncer cervical.
Bahamondes acredita que em 2004 a vacina já esteja à disposição da população. Segundo ele, a pesquisa foi realizada com 1.125 pessoas em três países, Brasil, Estados Unidos e Finlândia. No Brasil, a pesquisa foi feita na Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Instituto Brasileiro de Controle de Câncer (IBCC). Bahamondes é responsável pela pesquisa na Unicamp.
Durante a aplicação das vacinas, o médico e as mulheres participantes não sabiam quem estava recebendo a vacina ou o placebo. Somente depois de abertos os lacres dos dados é que isso foi verificado. A pesquisa constatou que 100% das mulheres que tomaram a vacina não foram contaminadas pelo HPV. A pesquisa foi patrocinada pelo laboratório Merck.
De acordo com o médico, 3,8% das que não receberam a vacina se contaminaram. Bahamondes explica que existem muitos tipos de cepa do HPV, a vacina foi desenvolvida para as quatro mais perigosas. Ele informou que 25% das mulheres que participaram da pesquisa já estavam contaminadas com algum tipo de HPV.
''É preciso ressaltar que nem todos os tipos de HPV provocam câncer.''
A vacina é tomada em três doses. O médico aconselha as mulheres a tomarem a vacina antes de iniciar a vida sexual uma vez que o HPV é uma doença sexualmente transmissível. ''E para mim os homens também deveriam tomar a vacina antes de começar a vida sexual, já que o HPV também provoca câncer de pênis'', ressaltou.

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