Curitiba
Um novo invento elétrico, que acaba de garantir ao pesquisador paranaense Josuê Bruginski de Paula o Prêmio Jovem Cientista 97, promete melhorar a qualidade de vida de pacientes submetidos a colostomia (cirurgia para retirada de parte do intestino grosso). Bruginski recebeu ontem, no Palácio do Planalto, em Brasília, o primeiro prêmio na categoria Graduados, conquistado com o ‘‘Oclusor Ativo Implantável para Colostomias’’.
Desenvolvido durante os últimos cinco anos, o oclusor é um órgão artifical eletromecânico que funciona a partir de um pequeno motor elétrico, com peso de 194 gramas e tamanho de um maço de cigarros. Este motor movimenta um conjunto formado por cinco engrenagens, que acionam uma fita responsável pela abertura e fechamento do cólon. O aparelho é implantado sob a pele do paciente, na região da colostomia.
A colostomia é uma operação de caráter irreversível para pacientes que perderam parte do intestino grosso, desviando-se o que restou deste órgão para uma abertura na parede abdominal, que fica protegida por uma bolsa de plástico. ‘‘O oclusor vai permitir que os pacientes colostomizados passem períodos de até oito horas sem vazamento de gases ou fezes, proporcionando maior liberdade para aproveitar eventos sociais ou horas tranquilas de sono’’, esclarece Bruginski, que é médico com mestrado e doutorado em Engenharia Elétrica e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). O novo equipamento vai dispensar até o uso da bolsa de plástico.
O protótipo já foi testado com 26 cólons isolados de cães e agora deve ser aplicado a cinco cães vivos colostomizados. Somente a partir desses testes é que passará a ser usado em seres humanos. Graças à sua indicação para o Prêmio Jovem Cientista, o invento também foi exibido no 11º Encontro da Sociedade Internacional de Órgãos Artificiais, que aconteceu em Rhode Island (EUA) no final de junho.

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