‘‘Será que estão esperando alguém morrer para tomar providências a respeito das podas mal-feitas de árvores em Londrina? Já temos denunciado, alertado e criticado e os acidentes decorrentes de quedas de árvores continuam, bastando um vento com velocidade de 50 quilômetros por hora, como o ocorrido anteontem. Felizmente, por enquanto, apenas causando prejuízos materiais aos londrinenses.’’ O desabafo é do engenheiro agrônomo e pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Paulo Guilherme Ribeiro.
Ele chamou a atenção para o fato de que os acidentes com quedas de árvores, na maioria das vezes, acontecem onde estão instaladas as linhas de fios da Copel. Paulo Guilherme disse que a poda incorreta das árvores provoca ‘‘ferimentos’’ nos galhos e troncos que não se cicatrizam, permitindo a entrada de microorganismos, tornando-as vulneráveis a doenças que levam ao apodrecimento interno.
O pesquisador disse que já teve a oportunidade de observar os funcionários da Autarquia do Meio Ambiente (AMA) realizar as podas. ‘‘Eles (os funcionários) obedecem apenas a um padrão para cortar os galhos. Não são instruídos que, para cada espécie de árvore, existe uma época e tipo de poda’’, afirmou. Ele enfatizou a necessidade de se conhecer a fisiologia das árvores para se fazer o trabalho e o próprio plantio.
Ele orienta as pessoas a deixar o maior espaço possível em suas calçadas para o canteiro onde será plantada a muda. Isto evitaria também o estrangulamento dos vasos de seiva que alimentam as raízes. ‘‘O estrangulamento dos vasos deixa também vulnerável as bases da árvore, provocando a sua queda total’’, disse.

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