Maringá - Está prevista para este mês a realização da última e mais importante etapa dos estudos de viabilidade para o projeto do Trem Pé-Vermelho: a Pesquisa de Demanda. O trabalho a ser realizado nos dias 22, 23, 24 e 26 de outubro cobre todo o trecho entre as cidades de Paiçandu e Ibiporã.
São 152 quilômetros e 13 municípios - Paiçandu, Maringá, Sarandi, Marialva, Mandaguari, Jandaia do Sul, Cambira, Apucarana, Arapongas, Rolândia, Cambé, Londrina e Ibiporã - atendendo uma população de cerca de 2 milhões de habitantes. Serão entrevistados passageiros de linhas regulares de ônibus e usuários de veículos particulares que percorrem o trajeto traçado.
No primeiro caso, entrevistadores farão a pesquisa dentro dos ônibus; e no segundo, equipes permanecerão nos postos da Polícia Rodoviária. O trabalho será coordenado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e conta com parceria de instituições da região, como as universidade estaduais de Londrina (UEL) e de Maringá (UEM).
O coordenador de Projeto do Laboratório de Transporte e Logística da UFSC, Rodolfo Philippi, informa que o objetivo desta etapa da pesquisa é medir a demanda potencial de usuários do Trem Pé-Vermelho. As entrevistas constituirão a base de dados que será usada para avaliar a viabilidade do serviço.
A pesquisa de campo conduzida pela UFSC será efetivada por estudantes recrutados, através de convênio, pela UEL e UEM. A articulação para a implantação do Trem Pé-Vermelho é feita, na região, pela Agência de Desenvolvimento Terra Roxa Investimentos.
As discussões sobre a volta do trem de passageiros na região tiveram início há cerca de quatro anos. Já foram realizados os estudos de viabilidade econômica, que apontaram que a região possui um padrão de desenvolvimento social e econômico dos mais elevados do País.
Os estudos identificaram que a região é atendida apenas por serviço de ônibus para o transporte coletivo de passageiros e que a viagem entre alguns municípios requer transbordo, o que exige embarque em mais de uma linha. Os estudos apontaram ainda que a maior parte das ligações é servida por uma mesma linha de ônibus e que a frequência diária da maior parte de linhas oferecidas é de uma viagem/dia.

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