Pesquisa sobre o que pensa educador norteia Pladepe
Para desenvolver o Plano de Desenvolvimento de Pessoal da Educação (Pladepe) a Secretaria Estadual da Educação encomendou uma pesquisa para saber o que pensa o professor da rede pública de ensino do Estado. O trabalho foi realizado pelo Instituto Bonilha, através de questionários que foram enviados a 50 mil professores.
Apenas cinco mil professores responderam as 30 perguntas formuladas pela secretaria. Apesar do número reduzido, o secretário da Educação, Ramiro Wahrhaftig, considerou o resultado representativo e suficiente para formar uma opinião. A pouca cultura de participação pode ter motivado o número de respostas.
Segundo o secretário, o resultado da pesquisa demonstra maturidade e responsabilidade dos professores perante a carreira. O levantamento mostrou que mais de 50% dos professores têm mais de dez anos de carreira. Para 46% dos entrevistados, o educador bem-sucedido é aquele que conquista reconhecimento profissional. Já 26% apontam o salário como principal fator para o alcance do sucesso. Em outra pergunta, 64% revelaram preferir uma jornada de trabalho de 30 a 40 horas semanais, o que significa ficar mais tempo em uma única escola.
A hora-atividade, de acordo com 79% dos professores, deve ser aplicada parte na escola e parte de forma livre ou exclusivamente na escola. Além disso, 88% concordam que um plano de pessoal precisa ser justo para o professor, bom para a qualidade da educação e viável do ponto de vista orçamentário. Outro avanço seria a consciência da necessidade de avaliar o profissional no momento da promoção.
A avaliação de desempenho e conhecimento foi apontada por 65% dos entrevistados como critério aceitável para a progressão na carreira. Para Wahrhaftig, a pesquisa mostra que o professor deixou de se preocupar com particularidades para pensar no todo.(A.R.)





