Pesquisa sobre implantes atrai público no congresso
Um dos cursos mais procurados no 2º Congresso Mundial de Odontologia foi o de Implantes Osteointegráveis, ministrado pelo professor norte-americano Thomas Wilson, da Universidade do Texas. Ele apresentou o resultado de uma pesquisa inédita desenvolvida em Londrina em parceria com o cirurgião dentista londrinense João Cárnio.
Segundo Cárnio, durante um ano e meio foram pesquisados os tipos de adaptações feitas no implante. De acordo com ele, os resultados dos estudos das funções dos tecidos orgânicos mostraram que, apesar dos bons resultados clínicos, alguns procedimentos precisam ser totalmente modificados. As técnicas atuais dos implantes estão permitindo que um tecido se forme entre o osso e o parafuso, o que compromete o trabalho e pode até causar a perda do implante. Com os novos procedimentos, há uma perfeita integração entre osso e parafuso sem que seja necessário procurar novos materiais.
De acordo com o implantodontista Valdir Ilídio Mardegan, que colaborou na pesquisa, os implantes têm vantagens sobre próteses móveis e fixas. Segundo ele, no caso de perda de um único dente, por exemplo, no tratamento convencional seria necessário utilizar os dois dentes laterais para fazer uma prótese fixa. Eles teriam que ser desbastados, com tratamento de canal e introdução de pinos para dar sustentação à prótese. Com o implante, nada disso é preciso, o que torna o custo quase igual, explicou.
Além disso, segundo ele, o implante por ser mais natural ajuda na recuperação da auto-estima do paciente, principalmente nos casos de desdentados totais. A técnica só é indicada para os casos em que o dente não tem mais recuperação. O custo médio de um implante é de cerca de R$ 2,5 mil. (T.E.)





