Pesquisa sem auxílio pode ser pior
Consultas on-line estão longe de ser unanimidade entre a população. O professor Carlos Nascimento conta que até procura por respostas sobre problemas, mas nunca deixa de se consultar com um médico. ''Uma curiosidade a gente sempre sana, mas não me mediquei em cima do que li na internet.''
Esse tipo de cuidado também é tomado pelas irmãs Maria José e Márcia Elaine Beltrami. Elas, no entanto, afirmam conhecer pessoas que já se diagnosticaram pela web. ''Fazer pesquisas sem auxílio pode ser pior, porque você pode acreditar que está com algo grave, quando não é nada daquilo'', afirma Maria José.
Para Márcia Elaine, as consultas são reflexo de um sistema público de saúde falho. ''Às vezes a pessoa procura o médico, mas descobre que vai demorar para ser atendida. Então quando tem o problema novamente, busca a internet, para resolver rápido'', opina.
Já o estudante universitário André Luiz da Silva Vieira acredita que as pesquisas de saúde apresentam um outro problema grave, gerado por um diagnóstico errado.
''Utilizar para procurar por médicos é correto, agora achar que vai encontar soluções é arriscado. Se a pessoa se medicar equivocadamente pode sofrer uma intoxicação e agravar o seu problema'', aponta. (V.F.)





