Pesquisa revela que usuário é esclarecido
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quinta-feira, 27 de setembro de 2001
De Curitiba 
O pesquisador Marcelo de Carvalho, do Ministério da Saúde, apurou que o jovem que consome drogas na Região Metropolitana de Curitiba tem acesso às informações sobre entropecentes. Quase 40% dos entrevistados na Capital concluíram o ensino médio ou estavam ingressando na universidade.
''A escolaridade e a faixa social não inibem o cosnumo'', advertiu Simone Maria Perotta, a coordenadora do Centro Especializado Vida, da Secretaria Municipal de Saúde. Simone disse que uma pesquisa do município indica que entre os dependentes 55% estão na escola e 45% estão fora dela.
''O aumento da procura fez com que se oferece drogas em qualquer lugar cidade'', disse. Segundo ela, comprar um baseado de maconha é como comprar uma revista na banca. Para o psicólogo da Clínica Nova Esperança, Guilherme Azevedo do Valle, essa facilidade demonstra falhas no combate do tráfico de drogas.
Mas Valle afirmou que o combate ao uso de drogas não é apenas uma responsabilidade dos órgãos de segurança. Ele defende a presença da sociedade no combate ao consumo de entorpecentes.
Nas considerações finais da pesquisa, Marcelo de Carvalho, do Ministério de Saúde, adverte que é preciso criar programa especiais para a Região Metropolitana Curitibana. ''O trabalho deve começar com um programa de prevenção nas escolas'', sugeriu a coordenadora do Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen), Anita Zippin. Hoje, este tema não faz parte da grade curricular dos alunos. (I.R.)


