A tendência a solidão por filhos únicos foi cientificamente verificado por meio do artigo ''Características de comportamento do filho único vs primogênito e não-primogênito'', publicado pela Revista Brasileira de Psiquiatria.
O texto foi redigido com base em uma análise multidisciplinar de 360 jovens da classe A com idades entre 15 e 19 anos. ''Há uma tendência ao isolamento no filho único, ele passa mais tempo em atividades solitárias'', explica Sandra Costa Fuchs, médica do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e uma das profissionais responsáveis pelo estudo.
Em comparação a jovens que têm irmãos, filhos únicos são os que ficam mais tempo na internet. ''Entre eles, 21% gasta mais de três horas semanais na atividade, ante 8,3% dos primogênitos. Pela menor sociabilidade, o único também inicia a vida sexual mais tarde'', diz Sandra.
Segundo a pesquisa, a falta de irmãos que induz à solidão também possui lado positivo. ''O filho único mostrou ter melhor desempenho escolar: 17% deles tinham notas 9 ou 10, ante 6% dos primogênitos e 3% dos não-primogênitos'', conclui. (Agência Estado)

mockup