Da Redação
Instituições de pesquisa do Paraná, incluindo as cinco universidades e 11 faculdades isoladas, passam a receber recursos da Fundação Araucária para o desenvolvimento de trabalhos científicos. Nas palavras do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhafitig, ‘‘é o Paraná em busca da maturidade no desenvolvimento da ciência e da tecnologia’’.
Mesmo agora, antes do sistema de repasse ser oficializado, as instituições de pesquisa e de ensino superior mostram, em números, que a crise passou longe do setor no Estado. Através de parcerias com a iniciativa privada ou com recursos de órgãos públicos financiadores, pesquisadores de todo o Paraná arregaçam as mangas e superam as dificuldades financeiras para desenvolver trabalhos cujos impactos são altamente positivos para a agricultura, a pecuária, a flora, a saúde pública e os segmentos que dependem de tecnologia de ponta, como a Itaipu Binacional.
Em Maringá, a UEM, que na década de 80 tornou-se reconhecida no País e no exterior pelo desenvolvimento de pesquisa com o princípio ativo da planta stévia, na produção de um adoçante natural, retoma o mesmo trabalho para aperfeiçoar o produto. Em Foz do Iguaçu, o câmpus da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) ganha destaque com o desenvolvimento de programas para informática pelo Instituto de Tecnologia em Automação e Informática (Itai). Na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), três pesquisas desenvolvidas nos últimos dois anos receberam prêmios nacionais e internacionais entre 1997 e 1998. Em Londrina, uma pesquisa do professor do Departamento de Ciências Patológicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Itagiba Geraldo Moretti, poderá livrar milhares de pessoas que sofrem de diarréias constantes provocadas por uma doença chamada Retocolite Ulcerativa Inespecífica ou Idiopática. No Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), o plantio adensado de café desenvolvido pelos pesquisadores da instituição domina as lavouras cafeeiras do Estado.
A pesquisa também é representativa em instituições particulares de ensino superior de Londrina. O Centro de Estudos Superios (Cesulon) tem entre os trabalhos em desenvolvimento um relacionado ao DNA das plantas, e a Universidade Norte do Paraná (Unopar) investe em pesquisadores estrangeiros. Na esfera federal, o Centro de Pesquisa de Soja da Embrapa, em Londrina, tem como prioridade, atualmente, combater o Nematóide do Cisto, verme originado na China e que chegou ao Brasil com sementes importadas dos Estados Unidos. A Folha Reportagem deste domingo traça o perfil da pesquisa no Paraná e retrata o desafio que professores, estudantes e pesquisadores de todo o Estado enfrentam para o desenvolvimento de seus trabalho.

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