Pesquisa quer consolidar Canova
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de setembro de 1998
Anna Camanducaia 
O Canova, composto homeopático utilizado no tratamento de câncer e Aids, está sendo experimentado em células humanas. Até agora, as pesquisas eram feitas apenas sobre células do sistema imunológico de camundongos. As pesquisas são importantes para comprovar a eficácia do medicamento. A coordenadora da pesquisa, a bioquímica Dorly de Freitas Bucchi, diz que a classe médica ainda questiona o método canova. No País, existem 100 médicos credenciados junto ao Canova do Brasil. Os doentes também têm dúvidas sobre o medicamento e só procuram quando perderam as esperanças no tratamento halopata.
Em camundongos, a bioquímica verificou uma ativação de 90% dos macrófagos (células do sistema imunológico). Em condições normais, os macrófagos são ativados em 10%, quando o organismo é atacado. Mas, nos seres humanos, não haverá uma resposta padrão porque eles não se cuidam, disse Dorly. Nos camundongos, luz, água e ração são monitorados e balanceados. A pesquisadora também investiga o processo de ativação dos macrófagos. Os resultados devem sair em dois meses.
Há cinco anos, na Argentina, uma outra pesquisa foi feita com camundongos. O médico patologista e pesquisador da Universidade de La Plata, Martins Laguens, trabalhou com camundongos doentes. Nos animais tratados previamente com Canova, o tumor não apareceu. Nos que já tinham o problema, o tamanho do tumor estacionou e o animal teve uma semana a mais de vida. Quando o remédio foi dado simultaneamente não houve efeito.
O Canova é usado na Argentina há 38 anos - país de origem do medicamento, onde mais de um milhão de pessoas foram tratadas.No Brasil, o medicamento está sendo usado há um ano. A fórmula é manipulada em Curitiba e 400 pessoas estão sendo tratadas no País com este método complementar.


