A Agência Municipal do Trabalhador de Maringá (Noroeste do Estado) está realizando uma pesquisa para apurar em quais setores é mais urgente a necessidade de qualificação. Com o diagnóstico em mãos, parcerias entre os setores público e privado ofertarão cursos para agilizar a instrução de mão de obra. O gerente da Agência, Maurílio Mangolin, afirmou que desta forma a iniciativa será mais eficiente, ágil e menos dispendiosa.
  A Agência atende entre 350 a 400 pessoas por dia. ‘‘Pedreiro com experiência, por exemplo, só fica desempregado se quiser’’, citou. Nos frigoríficos, segmento forte na região, também há muitas vagas abertas. No total, a Agência dispunha de mais de 300 ofertas até quinta-feira à tarde. Cerca de 70% dos salários varia de R$ 600,00 a R$ 650,00.
  Mangolin comentou que muitas chances não são preenchidas porque as empresas têm dificuldades para encontrar o profissional que precisam. Para ele, esse cenário pode forçar o empregador a melhorar salários e conceder mais vantagens a quem já está empregado. ‘‘As empresas têm que olhar para estes outros lados e investir neles em vez de lidar com a alta rotatividade de trabalhadores’’, opinou.
Cornélio Procópio
  Na Agência do Trabalhador de Cornélio Procópio, sobram vagas para soldador, caldereiro, marceneiro, técnico em informática, mecânica industrial e garçom. ‘‘São trabalhos que exigem um nível mínimo de qualificação, e é o que falta à maioria dos candidatos’’, lembrou o gerente Luiz Felipe Graciano. A situação preocupa e no início desta semana haverá reunião com gerentes das quase 30 agências do Norte e Norte Pioneiro. Até março a agência teve 1.689 inscritos, para uma oferta de 433 vagas. Destes, 519 foram encaminhados e 321 conseguiram ser empregados. Em abril, 114 forom contratados, com salário médio de R$ 700.
Ponta Grossa
  Na Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social (SETP) de Ponta Grossa (Campos Gerais), existem vagas em metalmecânica, agroindústria, serviços, confecções, entre outras. E como não poderia ser diferente, o tradicional ramo da construção civil tem vagas e carência de profissionais. Por isso, só em Ponta Grossa haverá curso de capacitação para formar 700 pedreiros.

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