Uma pesquisa com 220 prostitutas curitibanas irá traçar um panorama sobre comportamento e saúde destas profissionais. Todas, anonimamente, responderam um questionário multidisciplinar sobre seus hábitos, inclusive com relação ao uso de preservativos com os clientes. A coleta de dados, em 10 cidades brasileiras, foi encerrada há duas semanas. Eles serão analisados por uma pesquisadora do Rio de Janeiro.
De acordo com Mariana Thomaz, coordenadora do programa DST/Aids em Curitiba, atualmente não existem levantamentos sobre a soropositividade entre as prostitutas. O programa atua com as ONGs com o conceito de prevenção em rede: transformar informação em prática. Apenas para o Grupo Liberdade são entregues cerca de 30 mil preservativos mensalmente para ser distribuídos às prostitutas.
Assim como não existem dados a respeito da saúde dessas profissionais, também não há levantamentos oficiais sobre como é o local onde elas atuam. Apesar da prostituição não ser proibida no Brasil, o favorecimento dela - ou seja, manter qualquer estabelecimento para esse fim - é crime. Por este motivo, os proprietários das casas registram o local com outros nomes, como bar ou boate, para obter o alvará de funcionamento.
O combate à atividade ilegal é feito após denúncias com Ações Integradas de Fiscalização Urbana (Aifu), que envolvem o trabalho da polícia, Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e Secretaria Municipal de Urbanismo. Se observado que há desvio de atividade comercial, como em casas de prostituição, o estabelecimento pode ser notificado, multado e até lacrado. (D.R. e M.R.M.)

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