Pesquisa mostra que londrinenses sentem efeitos da violência
Silvana Leão
De Londrina
A maioria dos londrinenses está sentindo aumentar a violência na cidade. Este foi um dos resultados de pesquisa divulgada ontem pelo Conselho Comunitário de Segurança de Londrina, durante reunião das entidades que participam da campanha Londrina exige o fim da violência!, lançada em setembro por todos os veículos de comunicação e órgãos da sociedade civil organizada.
Os resultados do estudo, realizado pela Canadá Pesquisas, é uma prova de que a campanha desencadeada no município cobrando principalmente a conclusão das obras da nova Cadeia Pública pelo governo do Estado, a contratação de pessoal para o aumento do efetivo policial, e um melhor aparelhamento das polícias Civil e Militar para combate ao crime veio em momento oportuno. Um dos dados relevantes da pesquisa é que 81,7% dos londrinenses consultados acham que os crimes vêm crescendo na cidade.
A pesquisa foi feita nas últimas segunda e terça-feira, junto a 300 pessoas (homens e mulheres). A maioria dos entrevistados (65%) faz parte das classes C e D, e metade deles estudou até o primário. Todos responderam a 12 questões específicas sobre violência.
Um dos temas abordados foram os assaltos. Embora 67,6% das pessoas consultadas tenham dito que nunca foram assaltadas, 77,7% conhecem outras pessoas (parentes, amigos) que já foram vítimas deste tipo de crime.
Também é significativo (59%) o número de pessoas que não se sentem seguras em Londrina. Índice semelhante 60,3% acha que a cidade não está bem policiada. Outro dado alarmante: o mesmo número de pessoas (180 dos entrevistados) diz não ter confiança na atuação da polícia. 43% considera razoável a atuação dos policiais na cidade.
Segundo o levantamento, a campanha contra a violência que conta com a participação de cinco jornais diários (entre eles a Folha de Londrina/Folha do Paraná), 15 emissoras de rádio AMs e FMs, seis emissoras de televisão, da Subseção da OAB, da Sociedade Rural do Paraná, do Conselho Comunitário de Segurança (CCS), do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), da Arquidiocese, do Conselho de Pastores, e de dezenas de empresas privadas tem sido bem aceita pela comunidade. A maioria (63%) já tomou conhecimento da iniciativa e 60% acha que ela pode sensibilizar as autoridades responsáveis pela segurança no Estado.
O diretor da Canadá Pesquisas, Daniel Hatti, afirmou que os resultados divulgados ontem já eram esperados. Para ele, os escândalos divulgados recentemente, envolvendo policiais de outras regiões do País, acabaram por prejudicar a imagem da polícia paranaense. Também já era prevista, de acordo com Hatti, uma certa desinformação quanto à responsabilidade pela segurança (27,7% dos entrevistados responderam que o prefeito é o responsável pelo assunto, e 21,3% acham que é o presidente da República).
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