nova lei que torna todas as pessoas doadoras de órgãos, a menos que tenham manifestado intenção contrária e que conste num documento pessoal, tem a aprovação de 60,6% dos 175 londrinenses entrevistados pela Alvorada Pesquisas. A pesquisa foi realizada na sexta-feira, junto à população maior de 16 anos, residente na zona urbana de Londrina.



A pesquisa mostrou também que, embora não tenha havido uma ampla campanha de divulgação, as pessoas entrevistadas têm conhecimento de que para não ser um doador é preciso deixar a intenção registrada na Carteira de Identidade ou na Carteira de Motorista; 83,4% dos entrevistados disseram que sabem da nova exigência, enquanto apenas 15,4% disseram que não tinham conhecimento do fato e 1,2% não soube responder.
Do total de entrevistados pela Alvorada, 30,9% disseram não concordar com a lei e 8,5% não souberam responder. A pesquisa também constatou que 45,1% das pessoas ouvidas vão doar seus órgãos, enquanto 30,3% disseram que não serão doadoras e 24,6% não souberam responder.
Se tivessem que optar por se tornar doador hoje, 45,7% dos entrevistados disseram que concordariam, enquanto 30,9% responderam que não e 24,4% ainda estão em dúvida.
A grande maioria dos entrevistados, 96,6%, não tem na família alguém que já tenha doado algum órgão. A mesma porcentagem não têm na família alguém na fila de espera para receber órgão. Entre todos os ouvidos, 3,4% viveram o problema da doação de perto. Eles responderam que têm na família pessoas que já doaram órgãos.
Também 3,4% responderam que têm pessoas da família na fila do transplante, dependendo da doação para ter uma vida normal.
Ainda segundo a pesquisa, 58,9% acham que quem tem de decidir sobre a doação dos órgãos é a própria pessoa, ainda em vida. Outros 34,9% acham que a decisão deve ser tomada pela pessoa e pela família, 5,7% consideram que a última palavra deve ser da família.

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