A diretoria da Escola Prática Educativa de Trânsito estrutura mantida por um convênio entre o Departamento Estradas de Rodagem da Secretaria de Estado de Transportes, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e a Secretaria Municipal de Educação , está satisfeita com o resultado de uma pesquisa realizada no mês passado no Colégio Estadual Vicente Rijo de Londrina.
De acordo com a interpretação da diretora Teresa Cristina Sandoval Dantas, a pesquisa demonstra que estudantes que visitam a estrutura (localizada à margem da Avenida Brasília, próximo ao viaduto da Leste-Oeste, na Zona Oeste) se conscientizam sobre o tema e apresentam capacidade de retenção de conhecimento do que aprenderam com a orientação dos professores e dos patrulheiros. A pesquisa foi feita junto aos alunos da 6 série do ensino fundamental. Os adolescentes, a maioria com 11 anos, visitaram a escola em 2002, quando estavam na 4série.
Eles responderam questões ligadas às diretrizes básicas de um bom pedestre: atravessar a rua com segurança; como se comportar em rua com e sem sinalização; como se portar no trânsito andando de bicicleta; utilizar corretamente a passarela; como caminhar em rua com e sem calçada; e como evitar os pontos cegos (locais onde alguma coisa esconde o pedestre do motorista).
Os alunos do Vicente Rijo, escolhido por ser uma escola onde as turmas permanecem as mesmas ano a ano, demonstraram ter alto grau de consciência ao atravessar a rua. Na 6 série, 86.84% disseram conferir a sinalização; 81.58% afirmaram entender e acatar os comandos dos agentes de trânsito; 89.47% disseram aplicar as instruções para caminhar em rua sem sinalização; 86.86% garantematravessar a rua na faixa; e 63,16% evitam pontos-cegos na travessia. Nas ruas sem calçada, os estudantes também demonstraram ter entendido o recado dado na escola: 71.05% utilizam o sentido contrário do tráfego para caminhar. Dos 38 adolescentes pesquisados, 92,10% disseram utilizar passarela para pedestres.
Um dado curioso da pesquisa é o índice dos alunos que tem bicicleta: 92.10% tem bicicleta. No entanto, Teresa admitiu que ainda falta conscientização para equipar o veículo com os itens de segurança. ''A pesquisa serviu para a gente detectar este pequeno problema no programa do ensino. Os adolescentes ainda resistem a idéia de colocarem os acessórios'', apontou.
Apenas 21,5% disseram ter retrovisor no lado direito do guidon, 18.42% equipam a ''bike'' com buzina e 60.53% tem olho-de-gato na traseira em alguns modelos o equipamento é original de fábrica. A pesquisa também constatou que 81.25% trafegam corretamente com a bicicleta, mas que somente 43,75% utilizam a fila única (indiana) quando trafegam em dois ou mais. O índice mais desanimador é a sinalização manual, feita com os braços, para avisar a conversão à esquerda ou à direita. Apenas 15.62% já realizou o procedimento.

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