Curitiba A psicóloga Cintia Gemmo Vilani fez uma extensa pesquisa de campo sobre crianças e adolescentes que gostavam de assistir televisão ou passavam horas em frente a internet ou jogando games eletrônicos. Orientada pela professora Lídia Weber, ela analisou 216 trabalhos sobre o tema feitos entre 1990 e 2005. Depois, fez uma pesquisa de campo que envolveu 704 crianças e adolescentes curitibanas com idades entre 10 e 19 anos. Destas, 83,4% faziam uso regular de jogos eletrônicos (videogame ou jogos online). Os locais mais usados pelas crianças e adolescentes para jogar, de acordo com a pesquisa, são em suas casas (70%).
Ainda de acordo com a pesquisa, as meninas jogam menos em casa (64,9%) do que os meninos (74,7%). Mas são os meninos que mais frequentam as casas de fliperamas e lan-houses (46,5% meninos, 21,7% as meninas). Para elas, é melhor jogar na casa de amigas, parentes ou nos colégios.
A maioria dos estudantes afirmou jogar de uma a três horas por dia (59,8%)., enquanto 22,7% não jogam durante a semana e 17,5% jogam por mais de quatro horas por dia. Cerca de 16% dos estudantes confessaram que deixam de fazer atividades pessoais (como lição de casa, esportes, sair com amigos, alimentação) para jogar videogame ou jogos online. Se comparar por faixa etária, cerca de 60,2% dos adolescentes contaram que deixam de fazer as atividades diárias para jogar.
Os jogos preferidos são os chamados GTA de comercialização proibida no Brasil. No GTA, o jogador assume o papel de um bandido atuando na pior metrópole norte-americana chamada de Liberty City, dividida em 3 regiões, composta por mafiosos, políticos corruptos, ladrões, traficantes, drogados e prostitutas. O objetivo do jogo é obter dinheiro e fazer nome na história da cidade, nem que para isso seja necessário roubar e matar.
Os dados revelam ainda que 21,4% dos estudantes analisados fazem curso de idiomas, 10,1% fazem curso de música, 66,6% praticam esportes e 73,6% costumam sair para passear.(L.P.)

mockup